sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A TERRA PROMETIDA

Novela da Record fala um pouco mais sobre uma terra tão remota quando repleta de mistérios. EM BREVE TRAREI MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ESTE TEMA Sob o ponto de vista histórico! Aguardem!

Conheça a história da novela A Terra Prometida

Superprodução mostra Josué conduzindo seu povo


Do R7
Após a morte de Moisés, Josué (Sidney Sampaio) é o novo líder dos hebreusDivulgação/Rede Record

Aproximadamente 1200 a.C. – Acampamento hebreu em Sitim, no deserto de Moabe.

Após a morte de Moisés, Josué é o novo líder dos hebreus. Ele é um guerreiro experiente, dotado de coragem, determinação e de uma fé poderosa. Mas não é tarefa fácil conduzir um povo ao seu destino! Com seus aliados mais próximos e de confiança, o sacerdote levita Eleazar e o líder da tribo Judá Calebe, Josué tem que cumprir uma difícil missão ordenada por Deus: comandar as doze tribos de Israel na conquista de Canaã, a Terra Prometida.

É um grande desafio porque, para chegar a Canaã, é preciso cruzar antes de tudo o Rio Jordão que está caudaloso como nunca, em época de cheia. Depois os hebreus terão que guerrear contra os Cananeus que dominam aquela terra, povos pagãos, idólatras e extremamente violentos. Ao longo da novela, enfrentarão reis, rainhas, nobres e generais perigosos, vingativos e exóticos como o rei Marek, a rainha Kalesi e o comandante chefe Tibar, de Jericó; o rei Durgal e seu irmão, o prefeito Kamir, do reino de Ai; entre outros vilões ameaçadores.

O primeiro grande confronto de Israel é contra o fortificado reino de Jericó, protegido por lendárias muralhas duplas que, além de altíssimas, possuem quatro metros de largura cada uma, um obstáculo aparentemente intransponível. Porém nada é impossível para aqueles que são escolhidos pelo Senhor e nele depositam uma fé verdadeira. Auxiliados por prodigiosos milagres do Senhor, Josué e os hebreus atravessam o Jordão, vêem as muralhas desabarem ao som de suas trombetas e gritos e vão vencendo bravamente cada um dos reinos inimigos que encontram no seu caminho.

Mas não é só com os cananeus que Josué e seus aliados terão que se preocupar. Dentro do próprio acampamento hebreu, existem fortes opositores ao comando de Josué, sendo que o principal deles é o vilão Acã, que tem como cúmplices seus filhos Melquias e Gibar.

Em paralelo às suas responsabilidades como líder de Israel, Josué vive uma emocionante história de amor com a linda Aruna, uma mocinha corajosa e determinada, exímia com a espada, capaz de guerrear ao lado os soldados homens quando necessário. O problema é que a irmã de criação de Aruna, a geniosa e briguenta Samara também é apaixonada por Josué. Tendo sua traiçoeira mãe Léia como cúmplice, Samara vai fazer de tudo para separar o casal central.

Outras emocionantes histórias de amor vão agitar a novela. Salmon, um dos mais importantes guerreiros hebreus, vai se apaixonar por Raabe, uma prostituta de Jericó que, por auxiliar a ele e outro espião de Israel, recebe o prêmio de ser acolhida com sua família em Israel. O casal vai enfrentar todo tipo de oposição e de preconceito, principalmente da ex namorada de Salmon, a ciumenta Jéssica, e da pessimista e fofoqueira Mara.

Também teremos a paixão proibida de Livina e Maquir, jovens de tribos diferentes que são, por isso, proibidos de viver seu amor. Com o tempo, Livina vai descobrir que Maquir não é tão honesto como ela imaginava e, a partir daí, ela terá que lutar para ser feliz ao lado de outro guerreiro, Rune.

Vamos acompanhar a tristeza da bondosa Sama que, por não poder ter filhos, é forçada a aceitar que seu querido marido Boã arrume uma segunda esposa, a dissimulada Ruth.

Vamos rir com as dificuldades da delicada Tirda, às voltas com um marido brutamontes e mal educado, Haniel. E vamos chorar com as desventuras de Chaia e Zaqueu, um casal apaixonado que acaba sendo separado pelas armações de um vilão vingativo, o soldado Tobias.

Muita ação e aventura também vão rechear a trama. Além das épicas cenas de guerra, teremos também fantasia e humor. O fraco e tímido guerreiro Otniel e as crianças Lila, Nobá e Gael vão descobrir o sentido da verdadeira amizade com um gigante bondoso, Talmal. E, no lado cananeu, vamos acompanhar as aventuras de um divertido bando de meninos de rua, os Lagartos.

Voltando à trama central, Josué e seus aliados conseguem vencer gloriosamente Jericó, cujas muralhas vão abaixo graças a um milagre do Senhor. Em seguida, eles atacam o reino de Ai, dominado pelo excêntrico rei Durgal, onde para surpresa geral, sofrem uma grande e vergonhosa derrota.


Josué fica arrasado, mas logo o próprio Deus explica a ele que o culpado do fracasso foi o vilão Acã que, contrariando a vontade divina, roubou espólios de guerra de Jericó. Como castigo, Acã e seus filhos são executados. Livres assim do pecado, os hebreus investem novamente contra Ai e, dessa vez, alcançam uma gloriosa vitória, sendo que na batalha final, Deus realiza outro de seus milagres, permitindo que Josué pare o sol no meio do céu por um dia inteiro.

A fama dos hebreus já percorre agora toda Canaã e deixa os inimigos amedrontados. É por medo que o rei de Gibeão, Zareg, tenta aplicar um golpe: ele e sua corte abandonam sua cidade e vão ao encontro dos hebreus disfarçados, fingindo ser um povo que vem de muito longe, de fora de Canaã. Levam sacos velhos sobre seus jumentos e jarros surrados e manchados. Suas roupas estão puídas e suas sandálias velhas e remendadas. Todo o pão que levam está seco e bolorento.

Dizendo que são aliados, os gibeonitas conseguem ser recebidos entre os hebreus. Seu golpe, porém, logo é desvendado e, como castigo, eles se tornam servos, carregadores de lenha e de água.

A chegada dos gibeonitas traz novos personagens e reviravoltas para a trama: a vilã Mara, influenciada pelos estrangeiros, decide aprender a arte da feitiçaria, algo que acaba por lhe trazer imenso sofrimento. A filha de Calebe, Acsa, fica apaixonada pelo militar Bogotai, o que também acaba por lhe trazer muitos problemas.

Enquanto isso, Adonizedeque, rei de Jerusalém, convoca outros quatro grandes reis e forma uma coalizão para enfrentar os hebreus. Mas mais uma vez, Josué é vitorioso.

Nesse momento da história, as vilãs Samara e Léia armam um golpe que faz Josué pensar que sua amada Aruna foi morta. É o momento mais difícil da trajetória do protagonista, mas ele segue firme em sua fé e não esmorece em sua missão. Ele segue liderando o povo e uma passagem de tempo mostra que Israel vai vencendo mais de quarenta reinos inimigos, um por um, confirmando cada vez mais o domínio sobre Canaã.

Após essa passagem de tempo, os hebreus enfrentam o rei JABIM, da cidade de Hazor, um líder considerado invencível. Mas o Deus dos hebreus prova que só Ele é invencível e Israel alcança nova vitória. É então que Aruna volta, para grande alegria de Josué.

Agora faltam poucos inimigos ainda por exterminar e Josué percebe que está chegando a hora daquela terra repousar da guerra. Depois de outra passagem de tempo, Josué já está mais velho, feliz ao lado da sua também já mais velha esposa Aruna. Ele então divide as terras de Canaã entre as doze tribos, cumprindo a vontade do Senhor.


Depois de mais uma passagem de tempo, Josué já é um ancião. Sentindo que já está próximo o dia da sua morte, ele chama os líderes de todas as tribos, os oficiais e os juízes para seu discurso final.

Nele, Josué relembra as muitas vitórias que alcançaram e relembra as muitas aventuras e batalhas que viveram desde a saída do Egito e durante toda a conquista de Canaã. Dali em diante, todos devem seguir servindo ao Senhor, o Deus santo e zeloso que não perdoará transgressões ou pecados do seu povo. Josué apanha então uma grande pedra como testemunho da aliança feita entre todo o povo e a coloca debaixo de um carvalho, tornando aquele lugar santo. Depois dessas coisas, Josué , este servo do Senhor, grandioso líder militar e espiritual, falece com a idade de cento e dez anos, ficando para sempre como inspiração para todos, como exemplo perfeito de fé, perseverança e coragem.

Com seu sepultamento, termina A Terra Prometida, uma novela repleta de conflitos, intrigas, romances, aventuras, lutas pelo poder, traições, paixões proibidas e amores impossíveis. Tudo isso narrado com muita emoção, deixando para o público a mensagem de que nada é impossível para aqueles que depositam no Senhor uma fé verdadeira.


DO SITE: http://entretenimento.r7.com/a-terra-prometida/conheca-a-historia-da-novela-a-terra-prometida-29062016

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

MULHERES FARAÓS



Lista de 9 mulheres faraós do antigo Egito


9-Nitócris foi, segundo Heródoto, a única mulher a reinar no Egito.

Heródoto, em suas investigações no Antigo Egito, recebeu dos sacerdotes uma lista de 330 faraós, dos quais dezoito eram etíopes, e apenas uma era mulher, uma egípcia nativa. Esta rainha tinha o mesmo nome da rainha da Babilônia,que fez grandes obras na Babilônia, e foi mãe do seu último rei.
Nitócris tornou-se rainha após o assassinato, pelos egípcios, do faraó, seu irmão.Ela se vingou dos assassinos, construindo uma câmara subterrânea, chamando-os para um banquete, e fazendo-os morrerem afogados, por uma entrada de água. Para escapar punição, ela se suicidou jogando-se no fogo.
Segundo Manetão, citado por Eusébio de Cesareia, ela foi da VI dinastia egípcia, era a mais nobre e bela mulher de sua época, e construiu a terceira pirâmide. Sua dinastia, da qual apenas ela é mencionada, reinou por duzentos e três anos




8-Tausert ou Twosret foi uma rainha egípcia da XIX dinastia que à semelhança de Hatchepsut governou o Antigo Egipto sozinha. O seu nome significa "A Poderosa".

As informações disponíveis sobre Tausert são escassas. Pensa-se que fosse uma princesa descendente da família de Ramsés II, que como se sabe teve inúmeros filhos das suas esposas e concubinas (supostamente mais de 150). Tausert foi casada com o faraó Seti II, filho de Merneptá. O reinado de Seti II durou seis anos, sugerindo alguns autores que o rei foi perturbado por um usurpador, Amenmosé, descendente de Ramsés II.

Seti II teve três esposas. Com a sua primeira esposa, Takhat II, o rei não teve filhos; com Tausert teve um filho que possivelmente morreu ao nascimento, o príncipe Seti-Merneptá. Com uma mulher síria, Sutailja, Seti II teve Siptah, que apenas governou durante seis anos. As análises à múmia de Siptah revelam que este rei teve uma fraca saúde, possuindo uma perna atrofiada em resultado de poliomielite, sendo provável que o seu reinado tenha sido mais teórico do que efetivo.

Assim sendo, Tausert enquanto "Grande Esposa Real" de Seti II foi regente face à menoridade e fraca saúde de Siptah. Tausert foi auxiliada na sua acção governativa pelo Chanceller Bay, um escriba de Seti II de ascendência síria. Quando Siptah faleceu, Tausert governou ainda durante mais dois anos.
O nome da rainha encontra-se inscrito em monumentos da região do Delta do Nilo, no deserto do Sinai e na Núbia. A sul do Ramesseum, Tausert ordenou a construção de um templo funerário, que foi descoberto por William Petrie.

Pensa-se que Tausert foi inicialmente sepultada no Vale dos Reis, no túmulo número 14 (KV14), um das maiores destanecrópole com 110 metros de comprimento. Este túmulo seria mais tarde apropriado por Setnakht, primeiro faraó da XX dinastia. Dele apenas se preservam uma pequena parte dos tesouros. A múmia da rainha não foi ainda identificada, tendo sido sugerido que os restos de uma mulher encontrados no túmulo número 35 do Vale dos Reis possam ser de Tausert.





7-Merineit, Merneit, ("Amada de Neit" ) foi possivelmente esposa do faraó Dyet e mãe de Den. É por alguns considerada como a primeira rainha dirigente do Antigo Egito, durante a minoridade de seu filho Den.

Encontrou-se uma rastro com seu nome num túmulo em Umm el Qaab em Abidos. Seu nome também se encontrou num selo no túmulo T de Umm el Qaab, com as dos monarcas da Dinastia I.
É possível que tenha sido ali sepultada, ainda que se acharam restos de sua mastaba em Saqqara.



6-Ah-hotep I foi uma rainha do Antigo Egipto que viveu na época final da XVII dinastia e começo da XVIII, entre cerca de 1570 e 1540 a.C.. O seu nome significa "a Lua está satisfeita".

Trata-se de uma das figuras femininas mais importantes para os soberanos do Império Novo que a olharão como nobre antepassada, à semelhança do que acontecerá com a sua filha, Amósis-Nefertari. Oriunda de Tebas, era filha de Taá I e da rainha Teticheri.

Foi casada com o seu irmão, Taá II, soberano que faleceu nas batalhas que visavam expulsar os Hicsos do território egípcio, como atestam os ferimentos presentes na sua múmia.

Quando o seu marido faleceu Kamés tornou-se o novo rei. Não se sabe se Kamés era filho de Taá II e de Ah-hotep ou se era irmão de Taá II, posição defendida pelo egiptólogo Claude Vandersleyen. Após a morte de Kamés, o filho de Ah-hotep com Taá, Amósis, foi proclamado o novo rei. Dada a sua menoridade (teria cinco ou dez anos) a rainha exerceu funções de regente.

O seu filho Amósis levantou uma estela em sua memória em Karnak, na qual a apresenta como responsável pela pacificação do Alto Egipto e pela submissão dos rebeldes. É provável que a rainha tenha submetido elementos rebeldes que tentariam tomar o poder em Tebas enquanto o seu filho lutava no norte para expulsar os Hicsos.

Ah-hotep foi inumada num túmulo nas colinas de Dra Abu el-Naga, sector ocidental da necrópole de Tebas. A sua múmia foi ali descoberta em 1859 num poço com mais de cinco metros de profundidade por trabalhadores do Serviço de Antiguidades. Os restos da rainha foram perdidos devido ao facto do governador de Qena ter ordenado abrir o sarcófago onde se encontrava a múmia e dela ter retirado as jóias, literalmente reduzindo a múmia a pó.



5-Khentkaus I também conhecido como Khentkawes, era uma rainha do Egito Antigo durante a 4ª dinastia. Ela se acreditava ser a filha do faraó Miquerinos. Também foi descoberto que ela era a esposa de Shepseskaf e mãe de Userkaf.




4-Sobekneferu, muitas vezes referida como "Neferusobek", que significa "a beleza de Sobek", foi uma faraó egípcia da décima segunda dinastia. Ela governou o Egito por quase 4 anos entre 1806 e 1802 aC. Ela era a filha do faraó Amenemhat III.



3-Hatchepsut ou Hatshepsut foi uma grande esposa real, regente e faraó do Antigo Egito. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII Dinastia do Império Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade econômica e relativo clima de paz.



2-Nefertiti (c. 1380 - 1345 a.C.) foi uma rainha da XVIII dinastia do Antigo Egito, esposa principal do faraó Amenófis IV, mais conhecido como Aquenáton.

Raízes familiares

As origens familiares de Nefertiti são pouco claras. O seu nome significa "a mais Bela chegou", o que levou muitos investigadores a considerarem que Nefertiti teria uma origem estrangeira, tendo sido identificada por alguns autores como Tadukhipa, uma princesa do Império Mitanni (império que existiu no que é hoje a região oriental da Turquia), filha do rei Tushratta. Sabe-se que durante o reinado de Amenófis III chegaram ao Egito cerca de trezentas mulheres de Mitanni para integrar o harém do rei, num gesto de amizade daquele império para com o Egito; Nefertiti pode ter sido uma dessas mulheres, que adotou um nome egípcio e os costumes do país.
Contudo, nos últimos tempos tem vingado a hipótese de Nefertiti ser egípcia, filha de Ay, alto funcionário egípcio responsável pelo corpo de carros de guerra que chegaria a ser faraó após a morte de Tutancâmon. Aye era irmão da rainha Tié, esposa principal do rei Amenófis III, o pai de Aquenáton; esta hipótese faria do marido de Nefertiti o seu primo. Sabe-se que a família de Aye era oriunda de Akhmin e que este tinha tido uma esposa que faleceu (provavelmente a mãe de Nefertiti durante o parto), tendo casado com a dama Tié.
De igual forma o nome Nefertiti, embora não fosse comum no Egito, tinha um alusão teológica relacionada com a deusa Hathor, sendo aplicado à esposa real durante a celebração da festa Sed do rei (uma festa celebrada quando este completava trinta anos de reinado).





1-Cleópatra Thea Filopator (em grego, Κλεοπάτρα Φιλοπάτωρ – Cleopátra Philopátor; Alexandria, 69 a.C. — 12 de agosto de 30 a.C.) foi a última rainha da dinastia de Ptolomeu, general que governou o Egito após a conquista daquele país pelo rei Alexandre III da Macedônia. Era filha dePtolomeu Auletes. O nome "Cleópatra" significa "glória do pai", "Thea" significa "deusa" e "Filopator" "amada por seu pai".

A numeração das rainhas do Egito varia conforme o historiador. Por exemplo, E. R. Bevan a numera como Cleópatra VI.

Cleópatra originalmente governou conjuntamente com seu pai Ptolemeu Auletes, e mais tarde com seus irmãos Ptolomeu XIII e XIV, com quem se casou como por costume egípcio, mas, no final, ela tornou-se a única governante. Como faraó, ela consumou uma ligação com Júlio César, que solidificou sua pegada no trono. Mais tarde, ela elevou seu filho com César,Cesário, para co-regente em nome.

Cleópatra foi uma grande negociante, estrategista militar, falava seis idiomas e conhecia filosofia, literatura e arte gregas.

FONTE: http://didinooz.blogspot.com.br/2015/07/lista-de-9-mulheres-faraos-do-antigo.html

SEXO NO MUNDO ANTIGO - EROTISMO NO EGITO

Abaixo segue um vídeo do YOUTUBE - Erotismo no Egito (History Channel) HD

Se você pensa que só de pirâmides, múmias e faraós foi feita a história do Egito, engana-se. Criativos e liberais, os egípcios experimentaram e documentaram suas atividades sexuais, que não estavam ligadas somente a reprodução. Sexo, erotismo e pornografia transbordavam as paredes e a sociedade egípcia. Os séculos que nos separam não nos diferenciam de nossos antepassados egípcios e depois de tanto tempo um objetivo permanece: a busca pelo prazer.

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Como eram os egípcios na cama?

Uma apresentação no Congresso Ibérico de Egiptologia tratou do controvertido tema da sexualidade na época dos faraós
Uma cena apaixonada do filme O Retorno da Múmia, com a sedutora Anck-Su-Namum (Patricia Velásquez) e seu amante eterno, Imhotep (Arnold Vosloo).


Temos uma ideia geral da sexualidade do antigo Egito que se baseia em boa parte nas passagens libidinosas de O Egípcio de Mika Waltari —Nefernefer nua nadando numa piscina—, no profundo decote da voluptuosa Cleópatra de Elizabeht Taylor e nos romances de Terenci Moix, nos quais não é raro que um escravo queira soprar na flauta do faraó. Mesmo os filmes de múmia têm um componente erótico - lembre-se do papel de Patricia Velásquez como Anck-Su-Namum e suas roupas reduzidas em O Retorno da Múmia. Apoiada em ingredientes como esses, prevaleceu a ideia popular de que a civilização da época dos faraós tinha, em estranha combinação com a obsessão pela morte e o além, e um sentido bastante espiritual da existência, um alto componente de lascívia e falta de pudor, como testemunhariam, por outro lado, as imagens arqueológicas de bailarinas semi-nuas, princesas com roupas transparentes e deuses com falo ereto.

Mas como eram, na verdade, os antigos egípcios nesse aspecto tão íntimo de sua cultura? Como eram, para falarmos de forma aberta, na cama? Um povo tórrido como seu clima? É difícil se enfiar nas alcovas de um povo desaparecido e o tema foi pouco tratado, algo que não é estranho por causa do puritanismo de uma disciplina que esteve nas mãos dos egiptólogos anglo-saxões. Existem uma monografia, canônica, Sexual life in ancient Egypt, de Lise Manniche (1987), e na Espanha um livro descontraído, com muita informação, do doutor em História Antiga pela Universidade Complutense José Miguel Parra Ortiz, Vida amorosa en el antiguo Egipto (Aldebarán, 2001). Em todo caso, o desenho que aparece através dos escassos indícios oferece uma realidade muito diferente do clichê popular.

Frente à falta de investigações neste terreno, acaba sendo muito interessante a que está realizando o estudioso catalão Marc Orriols sobre a iconografia erótica do antigo Egito, que ele apresentou no III Congresso Ibérico de Egiptologia, em La Laguna (Tenerife) e no qual, sob os auspícios da Universidade de La Laguna, seu Centro de Estudos Africanos e o Instituto de Astrofísica das Canárias, participaram os maiores egiptólogos espanhóis. Orriols, que trabalha basicamente com a época do Império Novo, centrou-se na análise da cópula a tergo (por trás) que aparece especialmente representada nas famosas óstracas (fragmentos de pedra de calcário com desenhos informais) e grafites da cidade dos construtores de tumbas de Deir el Medina. A tergo? “Bem, por trás, mas por via vaginal”, explica o investigador com o tom mais neutro que é capaz. “Dispomos de poucas representações da cópula humana na iconografia egípcia e a que aparece com mais frequência é essa posição com o homem penetrando a mulher desta forma. Isso levou a supor que se tratava de uma prática habitual, talvez a forma característica de fazer isso no antigo Egito.”
Desenho de uma óstraca de Deir el Medina.



O antes citado Parra é, precisamente, um dos que sustentam, em seu livro, que os egípcios tinham essa inclinação (que escolha de palavra). “No entanto, quando comecei a estudar o tema”, diz Orriols, “fiquei surpreendido de que na célebre análise da conduta sexual de 190 culturas humanas de Beach e Ford (Patterns of sexual behavior, 1955), não aparecia nenhuma na qual fosse preponderante a cópula por trás. Por que ia ser uma posição canônica então no Egito faraônico? Acho que é preciso procurar outras explicações, outra forma de ligar cultura e prática. Minha ideia é que essas representações não representam, na verdade, cópulas por trás, mas em sua maioria, sexo anal.”


Orriols centrou-se no estudo da cópula "a tergo", por trás

Orriols considera que se trataria não de cenas sensuais, mas de algum tipo de humilhação, de demonstração de poder sobre opartenaire (a sodomização era isso no Egito faraônico; passividade = debilidade) e que os protagonistas seriam ambos masculinos em uma proporção maior do que parece.

Então, se os egípcios não faziam isso na maior parte das vezes a tergo, como faziam? Tinham alguma preferência? “A verdade é que não sabemos”, reconhece Orriols. “O que é significativo é o pouco que aparece o ato sexual em geral no mundo egípcio, antes da época greco-romana. Temos uma relativamente abundante iconografia referindo-se ao ato sexual entre divindades, mas pouquíssimas no âmbito humano, pouco mais do que trinta cópulas no total”. Certamente, os egípcios contavam em seu panteão com o deus Min, em perpétua ereção; Hathor podia ser bastante desinibida, e Geb e Nut e Osíris e Ísis (cada casal por seu lado) aparecem de maneira recorrente em imagens por todo o Egito. Mas tratava-se de uniões sagradas.

Por outro lado, no âmbito privado, cotidiano, explica Orriols, “temos pouca coisa, as óstracas, algum grafite como o de Wadi Hammamat. E temos o excepcional papiro erótico de Turim, de época ramésida, no qual aparecem desenhadas uma série de encontros sexuais muito explícitos entre homens adultos com grandes pênis e mulheres jovens no que foi interpretado com frequência como cenas de um bordel”. No papiro há nove cenas de cópulas, 3% a tergo. “Os desenhos de homens e seus desmesurados membros e as posturas acrobáticas das mulheres sugerem que estamos na frente de uma peça satírica, mas a verdade é que não conhecemos o propósito do papiro, que é um exemplar único.”

Parra, que também participou do congresso - com uma apresentação sobre um assunto tão atual quanto a violência doméstica (mas no contexto do antigo Egito) -, opina que o papiro de Turim poderia guardar a lembrança das vivências de um personagem em um prostíbulo, montado por ele para seu ócio pessoal.


A felação não está documentada ainda, com a exceção de algum deus muito elástico

Além da cópula a tergo, está representada no Egito a posição do missionário, mas “só em duas cenas, uma delas duvidosa”, diz Orriols. A outra, com uma garota na cama e um homem penetrando-a por cima, “parece ser um determinativo”, um sinal da escrita hieroglífica e não uma imagem erótica propriamente dita. Também existe alguma representação do que parece ser sexo em pé. Nos textos aparece algo de fetichismo, algumas alusões a pedofilia, prostituição masculina e zoofilia. Pouco mais. Nada que se possa comparar com a proliferação de cenas sexuais na Grécia ou Roma (pensemos na desavergonhada Pompeia). A felação não está documentada ainda - com a exceção de algum deus muito elástico que fazia em si mesmo -, apesar do querido Terenci.
Sexo na Antiguidade - Egito - Pt01 - A Sexualidade de Ramses II

Grafite de Deir el-Bahari que acredita que representa Hatchepsut copulando.


Os egípcios eram, então, um povo pacato? “Ao contrário do clichê, acho que sim”, aponta Orriols. “Eram explícitos em textos sagrados, mas não, em geral, nos profanos. Se não existisse alguma espécie de tabu, a cópula apareceria representada graficamente, de forma mais abundante e oficial. Por exemplo, no contexto funerário.” A fama de atrevidos dos egípcios “vem das fontes clássicas greco-latinas que imaginaram o Oriente como um lugar de luxo e luxúria”. A propaganda romana contra Cleópatra, que a chamava de libertina, também contribuiu. “Os egípcios usavam pouca roupa pelo calor e a nudez é habitual na representação dos trabalhadores. Isso pode terminar sendo erótico para nós, mas certamente não era para eles. Acontece o mesmo com as transparências dos vestidos. Talvez a marcada sexualização das mulheres tinha algum significado relacionado com a fertilidade mais do que com o erotismo.” Tudo isso não quer dizer que para os egípcios, o sexo tivesse conotações pecaminosas no sentido judaico-cristão. O ato sexual com penetração - transar, quer dizer - não apresentava, segundo explica Lynn Meskell em seu estupendoPrivate life in New Kingdom Egypt (2002) nenhuma conotação, nem positiva nem negativa. Era chamado de nk. Então este era o termo, para continuar procurando.

FONTE: http://brasil.elpais.com/brasil/2006/09/18/cultura/1158530401_850215.html

Planeta Egito - Templos do Poder (Documentário dublado)

O Egito antigo foi a maior civilização da história antiga. Sua cultura e sua sociedade desenvolveram aspectos que nos impressionam até hoje. Acompanhe nesta nova série do History channel todo o esplendor e grandiosidade do Egito antigo.


EGITO ANTIGO: O papel das mulheres na sociedade faraônica: igualdade em discussão.

 





terça-feira, 16 de agosto de 2016

OLIMPÍADAS RIO 2016: Sara Ahmed é a 1ª mulher medalhista na história do Egito

Como estamos em mês de Olimpíadas, resolvi colocar aqui um artigo da Revista EXAME. 


Cairo - Com apenas 18 anos, Sara Ahmed se transformou na primeira mulher na história do Egito a ganhar uma medalha olímpica, após conquistar o bronze na categoria feminina de até 69kg do halterofilismo nos Jogos do Rio de Janeiro.


A façanha é um marco para o Egito e também para região, já que nunca antes uma mulher árabe tinha vencido no levantamento de pesos em Jogos Olímpicos, destacou hoje a imprensa egípcia.


A atleta, que nasceu na cidade de Ismailia, no norte do Egito, se disse muito feliz pela conquista da medalha, que, além disso, foi a primeira da delegação do Egito nos Jogos do Rio.


"Graças a Deus, apesar da competição ter sido difícil, consegui um novo recorde egípcio no levantamento em arrancada. Fiz um grande esforço", disse a atleta à imprensa local.


Sara levantou 112 quilos em arrancada e 143 quilos em dois tempos, totalizando 255, mas foi superada pela chinesa Xiang Yanmei, que ficou com o ouro, e a cazaque Zhazira Zhapparkul, que acabou com a prata na categoria até 69kg.

A egípcia já tinha vencido o torneio mundial juvenil da modalidade, realizado na Polônia em junho, depois de a representante chinesa na competição ter sido punida por doping.

FONTE: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/sara-ahmed-e-a-1a-mulher-medalhista-na-historia-do-egito

Egito Atual 2016: Turismo no Egito sofre com cenário conturbado

 - Destinos

O Turismo no Egito vem passando por grandes turbulências nos últimos anos. Desde os levantes populares de 2011, que acabaram por derrubar o ditador Hosni Mubarak, o país africano viu ondas de violência espantarem os turistas que visitavam as famosas pirâmides egípcias. De um recorde de 1,48 milhões em um mês, atualmente o país tem dificuldades para atrair mais do que 400 mil visitantes por mês. A recente queda do avião da Egypt Air pode ter um reflexo ainda mais negativo no atual cenário.

De acordo com dados da Trading Economics, o Egito sofre atualmente sua terceira grande queda no número de chegada de turistas. Em outubro de 2010, o país bateu seu recorde histórico com 1,48 milhões de visitantes no mês. Número este que, desde a primavera árabe – revoltas populares que ocasionaram na queda do ditador Hosni Mubarak –, nunca foram repetidos. Em fevereiro de 2011, no ápice da guerra civil, apenas 211 mil turistas entraram no Egito.

Em setembro de 2013, após um golpe de estado que colocou Adly Mansour no poder, os números caíram novamente para 301 mil pessoas – reflexo dos confrontos entre forças policiais e manifestantes e o alerta do governo para que turistas evitassem o país. Em janeiro deste ano, três meses após a queda do Airbus A321 da companhia aérea russa Metrojet em atentado terrorista cometido pelo Estado Islâmico, que vitimou 224 pessoas, o número de visitantes despencou para 364 mil no mês. Nesta época, o primeiro ministro do Egito, Sherif Ismail, afirmou que “nos últimos três ou quatro meses nós perdemos cerca de US$ 1,3 bilhões em receitas [com o Turismo]”.

A queda do Airbus A320 da Egypt Air com 66 pessoas a bordo, na última quinta-feira (19), também deve ter reflexo negativo para o Turismo local. Autoridades egípcias e gregas apostam que o acidente foi obra de um atentado terrorista, apesar de nenhum grupo extremista ter reivindicado o ato. A ausência de contato entre a torre de comando e os pilotos, somada às mudanças repentinas na rota de voo, reforçam tal hipótese.

A Europa é responsável por 73% dos turistas que visitam o Egito. O velho continente vive crise de segurança após os recentes atentados de Bruxelas (março de 2016) e Paris (novembro de 2015). A atual insegurança da população europeia pode refletir em uma nova onda de desinteresse pelo Egito como destino turístico do norte africano.

fonte: http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/destinos/2016/05/turismo-no-egito-sofre-com-cenario-conturbado_125971.html?leiaTambem

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