terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Egito Atual: Um ano sem Hosni Mubarak no Egito

Após 12 meses da queda do regime ditatorial, egípcios continuam protestando militares e pressionando por governo civil


Bela Szandelszky/AP

Inspirados no sucesso da revolução na Tunísia, os egípcios foram as ruas a partir do final de janeiro de 2011. Em apenas 18 dias, durante os quais permaneceram insistentemente na praça Tahrir (da Libertação), no centro da capital, Cairo, o regime de Hosni Mubarak ruiu. Após tentar manobras para se manter no poder, ele anunciou a renúncia no dia 11 de fevereiro, colocando fim a três décadas de ditadura no país.

A renúncia foi largamente comemorada nas ruas do Egito. Meses depois, Mubarak adoeceria, seria internado e, mesmo em uma cama hospitalar, acabaria sendo levado a julgamento. A imagen de um ex-presidente frágil e doente, deitado atrás de grades, chocou o mundo. Mas o processo contra Mubarak, que responde por acusações de corrupção e violência contra os manifestantes, ainda não terminou.

No final de novembro, os egípcios começaram a ir às urnas, tentando buscar uma saída para os confrontos, que ainda aconteciam nas ruas. O Conselho Supremo das Forças Armadas, formado pelos militares que governam o país interinamente, enfrentou uma série de protestos, pressionando pela rápida transição para o governo civil. As manifestações, porém, ganharam caráter violento pouco mais de uma semana antes das eleições parlamentares, ameaçando o pleito. Mesmo com a praça Tahrir novamente lotada - e com violentos enfrentamentos entre os manifestantes e as forças de segurança - o Exército manteve a decisão de ir adiante com a votação.

A pressão popular, porém, gerou resultados. Os militares afirmaram que a esperada transição para um governo civil ocorrerá até julho de 2012. Além disso, o gabinete formado pelo Exército renunciou, forçando a nomeação de um novo primeiro-ministro. Enquanto isso, o Conselho, liderado pelo marechal Hussein Tantawi, procura atenuar as manifestações do povo egípcio, que prometeu uma "segunda revolução" caso os militares tentem permanecer no poder. Apurações apontam a vitória da Irmandade Muçulmana, partido islâmico, no pleito, que ainda não chegou ao fim.


fonte: http://topicos.estadao.com.br/egito

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