domingo, 21 de julho de 2013

ESPECIAL: NEFERTARI A GRANDE ESPOSA DE RAMSES II, O GRANDE


Nefertari e sua maravilhosa tumba 



A vivacidade das cores impressiona. A decoração parece ter sido terminada na véspera. Seguindo a norma, nenhum grama de tinta foi acrescentado durante o trabalho de restauração: os técnicos italianos que recuperaram essa tumba, a mais espetacular da necrópole tebana, limitaram-se a remover a poeira dos séculos para reavivar as cores originais.

Nefertari foi a mais mimada entre as esposas de Ramsés II. Para ela foram construídos o pequeno templo de Abu Simbel e essa tumba fabulosa, descoberta em 1906. Não se sabe quantos anos tinha quando morreu "a amada de Mut", "a mais bela de todas". De sua múmia só restaram os joelhos. A tumba já fora saqueada na Antiguidade. Sobraram apenas poucos objetos, como fragmentos de joias e um par de sandálias.

Dezoito degraus conduzem até a porta do túmulo. Num primeiro cômodo, quadrado, duas banquetas destinam-se a receber as oferendas. Uma outra escada leva à "sala de ouro" que abriga a sepultura. Quatro pilares inteiramente decorados sustentam o teto, que representa a abóbada celeste. Todo o túmulo de Nefertari é uma sucessão de imagens. Em companhia de diferentes deuses e deusas, a rainha às vezes é representada sob a forma de um pássaro com cabeça humana. Em cada cômodo ela é representada numa posição diferente – em pé, sentada ou ajoelhada – em atitude de veneração às sete vacas sagradas e ao touro. Uma enorme serpente alada amarela e verde junto ao teto e protege com as asas o cartucho de Nefertari (moldura que contém o nome da soberana). Há um detalhe significativo: a pele da rainha não é pintada de amarelo, conforme prescreve a regra no caso da representação de mulheres, mas de rosa vivo.



A tumba estava ameaçada por infiltrações e movimentos do terreno. O estuque desprendia-se das paredes. Utilizando instrumentos cirúrgicos, foi preciso remover, livrar do sal, reforçar e recolocar no lugar. Nas fissuras, injetou-se uma resina solidificadora. Foram necessários 3 anos de trabalho e mais 2 anos de observação.

Desde o término dos trabalhos, em 1995, a última morada de Nefertari recebe um número limitado de visitantes: apenas 150 pessoas, munidas de uma autorização especial ou de um ingresso caríssimo, são admitidas por dia. Na opinião dos egiptólogos mais radicais, a tumba não pode suportar a respiração de mais de dois visitantes num dia.

Fonte: 'Egito um olhar amoroso' de Robert Solé



Nefertari, a grande esposa de Ramsés II 



É difícil, impossível, discernir através das inscrições oficiais os sentimentos de um faraó pela sua grande esposa. Mas quanto a Ramsés II e Nefertari, o faraó honrou sua esposa de maneira excepcional. Mesmo vivido bem mais que ela e outras esposas reais a sucederem, foi Nefertari a única rainha ligada ao reinado de Ramsés II.

Os pais de Nefertari são desconhecidos, ela talvez era de origem relativamente modesta. Seu nome significa "a mais bela" , "a mais perfeita". Casou-se com Ramsés, antes deste suceder a seu pai, Seti I; possuí os títulos que sublinharam o papel essencial da grande esposa real:
soberana do duplo país
aquela que preside o Alto e o Baixo Egito
a senhora de todas as terras
aquela que satisfaz os deuses

Os textos especificam que ela tinha um belo rosto e uma doce voz.

Interpretando as inscrições ao pé da letra, Nefertari teve 4 filhos e duas filhas com Ramsés II. Mas a noção de "filho" e "filha" corresponde muitas vezes a um título.
Nefertari na política

No primeiro ano do reinado de Ramsés ela foi associada a importantes atos e participou dos ritos da coroação. Teve um papel ativo nos grandes rituais do estado, como a Festa de Min e forte influência na política externa.

Os templos de Abu-Simbel

No centro da Núbia, na segunda catarata do Nilo, dois templos foram escavados na margem do rio, 1 300 km ao sul de Pi-Ramsés. A deusa Hathor reina nesse lugar mágico, a soberana do amor celeste. O faraó decidira exaltar o casal régio encarnando-o, de maneira monumental, nos dois templos próximos um do outro. Esses templos foram inaugurados pelo casal, no inverno do ano 24 do reinado.

Ramsés e Nefertari penetraram no grande templo, consagrando a regeneração perpétua do ka do faraó, avançaram na alameda ladeada de pilares representando o rei Osíris, transpuseram as portas que davam acesso às salas secretas e foram até o fundo do santuário, onde reinavam quatro divindades: Ra, Amon, Ptah e o ka de Ramsés.

Ramsés mandou construir esse templo "como obra de eternidade para a grande esposa real Nefertari, a amada de Mut, para todo o sempre, Nefertari, para cujo esplendor o Sol brilha". Sua coroa composta de um sol no meio e de dois chifres e duas altas plumas, que fazem dela a encarnação de todas as deusas criadoras. Na fonte, o uraeus, a cobra fêmea que queima os inimigos e dissipa as forças negativas. Ladeando a rainha, duas deusas, Ísis e Hathor, que a magnetizam depois de lhe terem colocado a coroa.

Ramsés é o esposo do Egito, e Nefertari a mãe, no naus do seu templo, ela identifica-se com Hathor e Ísis, cria as cheias e dá vida a todo o país.


A morada eterna de Nefertari

Quando Ramsés celebrou sua primeira festa sed, no fim de 30 anos de reinado, Nefertari não figurou entre as personalidades presentes. Conclui-se que Nefertari havia cruzado as portas do Além.

Outro monumento que canta a glória de Nefertari é a sua morada eterna no Vale das Rainhas. Obra prima da arte egípcia. O túmulo de Nefertari foi o único do vale das Rainhas que escapou à destruição e as degradações. Monumento vasto e inclui várias salas que conduzem à "sala do ouro", onde o corpo de luz da rainha havia sido animado pelos ritos, a fim de servir de suporte aos elementos espirituais do ser.

A morada eterna de Nefertari é um verdadeiro livro de sabedoria, reconstituindo as etapas de uma iniciação feminina. Muito para além da sua existência terrestre, a grande esposa real de Ramsés II lega-nos assim um inestimável testemunho.

Fonte: As Egípcias de Christian Jacq

Nefertari



Nefertari foi uma grande rainha egípcia, esposa de Ramsés II faraó do Egito, cujo nome significa a mais bela, a mais perfeita e é muitas vezes seguida pelo epíteto amada de Mut.

Os pais de Nefertari são desconhecidos, pressupõe-se que a sua origem foi uma família humilde.

Ramsés II desposou-a antes de suceder a Seti I e embora este tenha vivido muito mais tempo que ela e tido outras mulheres esta foi sempre designada excepcionalmente como a favorita.

Existem registos da sua presença numa festa em Luxor onde foi apresentada nos seguintes termos: A princesa, rica em louvores, soberana da graça, doce no amor, senhora das duas terras, a perfeita, aquela cujas mãos seguram os sistros, aquela que alegra o seu pai Ámom, a mais amada, a que usa a coroa, a cantora de belo rosto, aquela cuja palavra dá plenitude. Tudo quanto pede se realiza, toda a realidade se cumpre em função do seu desejo e conhecimento, todas as suas palavras despertam alegria nos rostos, ouvir a sua voz permite viver.


Interpretando as escrituras à letra Nefertari teria dado quatro filhos e duas filhas a Ramsés II. Mas, por vezes, a noção de filho corresponde a um titulo. Ao longo do seu reinado, Ramsés II adoptou um número consideravel de filhos régios e filhas régias, o que levou certos egiptólogos a crer que tinha sido um procriador proverbial.

No primeiro ano do seu reinado Nefertari foi associada a actos importantes. Logo após ter participado na coroação do seu esposo Ramsés II ela foi levada a apresentar-se perante ele em Abidos numa cerimónia em que Nebunenef foi nomeado sumo sacerdotede Amon, assegurando assim a fidelidade deste rico e poderoso clero tebano.vê-se nas inscrições egipcias as famosas festas de Min, onde a rainha fazia o ritual das sete voltas em torno do trono do faraó proferindo as formulas mágicas para perpetuar a prosperidade das Duas terras. Este era um ritual sagrado do estado.

Tal como outras rainhas antes, Nefertari exerceu um importante papel nas negociações de paz com os povos vizinhos, nomeadamente com os hititas, correspondendo-se com a sua homóloga a rainha do Hatti.

Nefertari também possue sua câmara funerária em Luxor, uma das mais ricamentes decoradas a qual recentemente esteve fechada para restauração feita por egiptólogos.

A infiltração de água de uma fazenda vizinha comprometia as maravilhosas pinturas do interior da câmara.

O complexo de Abu Simbel é constituído por dois templos. Um maior, dedicado ao faraó Ramsés II e aos deuses Ra-Harakhty, Ptah e Amun, e um menor, dedicado à deusa Hathor, personificada por Nefertari, a mais amada esposa de Ramsés II entre todas que possuía. Ramses teve oito esposas durante seu reinado, mas foi para ela que escreveu poemas de amor, um dos primeiros poemas de amor da história.



Escreve ele em seu poema gravado nas paredes de sua tumba: 

" A PRINCESA RICA EM ENCANTOS,
SENHORA DO AFETO, MEIGA DE AMOR, DONA DE DUAS TERRAS.
POETISA DE LINDO SEMBLANTE
A MAIOR NO HAREM DO SENHOR DO PALACIO.
TUDO QUE DIZEIS SERA FEITO PARA VÓS.
TODAS AS COISAS BONITAS DE ACORDO COM VOSSO DESEJO.
TODAS AS VOSSAS PALAVRAS TRAZEM ALEGRIA A FACE.
PORISSO OS HOMENS ADORAM OUVIR TUA VOZ."

(Ramsés II)

Segredos de Nefertari 

A escrita dos hieróglifos utiliza imagens em lugar de letras, e sua estrutura é formada por três tipos de caracteres: os figurativos (ou determinativos), pictogramas que são cópia direta dos objetos que representam; os simbólicos, ideogramas que expressam ideias abstratas; e os fonéticos, 24 sinais que podiam formar palavras de duas sílabas (biliterais) ou três (triliterais), cuja pronúncia é hoje desconhecida. Essas palavras eram acompanhadas por um sinal determinativo que atribuía um sentido ao conjunto de símbolos escritos.

O texto e os desenhos reproduzidos aqui estão na parede sul do quarto C da tumba da rainha Nefertari (c. 1290-1254 a.C.). As paredes foram escavadas nas rochas de calcário, revestidas com reboco de gesso, e as pinturas têm cores vibrantes – vermelho, amarelo, verde e azul –, contrastando com o branco e o preto dos fundos e contornos. Cerca de 520 metros quadrados foram pintados contando a história da rainha.

Neste detalhe, Nefertari, principal esposa de Ramsés II, está jogando o Senet, jogo popular na época. Como ela está sem parceiro, egiptólogos especulam que estaria jogando com seu próprio destino. O instrumento que a rainha tem na mão também é um hieróglifo e um instrumento musical, espécie de chocalho, símbolo da deusa Mut, protetora da rainha. Segue em hieróglifos o nome do sistrum, um chocalho ritual, com o seu determinativo, uma imagem da deusa Mut e a transliteração. O texto contém dois grandes hieróglifos determinativos, a imagem da rainha e o jogo que ela tem à sua frente (Senet), que informam o que a rainha está fazendo. Para os egípcios, o tamanho dos símbolos refletia a importância dos personagens, sendo as figuras maiores sempre as dos “donos” das tumbas.

Margaret Marchiori Bakosé professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e autora de O que são os hieróglifos (Brasiliense, 2009) e Fatos e mitos do antigo Egito (EDIPUC, 2009).

A preferida de Ramsés 

O texto data da XIX Dinastia (1293-1185 a.C) e foi escrito no 24° ano do governo de Ramsés II (1279-1212 a.C). A tumba está localizada no Vale das Rainhas, em Tebas, na margem esquerda do Rio Nilo. Existem cerca de 90 tumbas escavadas nessa área. Pouco se sabe dessa rainha, exceto que foi sempre a principal. Mãe do primeiro filho de Ramsés II (que teve mais de uma centena de filhos) e de outros cinco (sendo duas meninas), entre eles Merneptah (1212-1202 a.C.), seu sucessor.

Solução:

“A Osíris, a Grande Esposa do Rei do Alto e do Baixo Egito, Nefertari, amada de Mut, Senhora das Duas Terras, perante Osíris, Verdadeiro de Voz, o Grande Deus”.

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/decifre/segredos-de-nefertari


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