domingo, 21 de julho de 2013

Ramsés II , A História




O faraó guerreiro

Filho e neto de generais, ele foi criado para vencer. E venceu. Lutou contra hititas, núbios e assírios e entrou para a história como o mais poderoso soberano do mundo antigo

A entrada da cidade está coberta de cadáveres. Desesperado, o sacerdote local queima resina num fogareiro, num ritual de magia, pedindo socorro aos deuses enquanto chora pelos mortos. Não funciona. O poderoso exército egípcio parece invencível e acaba de romper a machadadas as portas da fortaleza, o último baluarte de resistência de Biblos, a capital do reino de Amurru (no Líbano atual), aliado dos hititas. A conquista de Biblos, em 1285 a.C., é um marco na história do mundo antigo. É o início de uma era. Sob o comando de Ramsés II, o Egito está para se tornar o maior império do mundo antigo. Poderoso e rico, agora o país se tornará uma potência militar, conquistará territórios dos hititas ao norte, dos assírios a leste e dos núbios ao sul, até atingir seu tamanho máximo. Desses territórios trará escravos, mas também novas matérias-primas e tecnologias que transformarão para sempre o modo de vida de seu povo. Será a maior expansão territorial do Egito e também seu apogeu cultural e econômico.

Filho e neto de guerreiros, Ramsés II assumiu o poder com 25 anos, em 1290 a.C., e desde o início de seu reinado o jovem general se lançou em um esforço militar inédito. O Egito já havia sido o maior império do mundo cerca de 200 anos antes e, sob a batuta de Tutmosés III (a quem seu avô, Ramsés I, servira como general), havia controlado a Palestina e a Mesopotâmia. Mas, agora, essas regiões haviam se rebelado, algumas estavam sob domínio hitita e as fronteiras do império ameaçavam ruir. Em sua primeira campanha militar, com apenas 10 anos e ao lado do pai, Sethi I, participou da retomada do litoral do Líbano. “A expansão atribuída a Ramsés começou com Sethi, que saneou a economia, abriu novas minas de ouro e criou as condições para que o filho recuperasse o terreno perdido”, diz a historiadora francesa Bernadette Menu, autora de Ramsés II, o Soberano dos Soberanos.

Na época, naquela região se lutava pelo controle das áreas produtoras de matérias-primas – como a madeira, vinda do Líbano – por mão-de-obra (os derrotados viravam escravos) ou pelo controle das rotas das caravanas comerciais. O acesso a sombra e água fresca também costumava render uma boa briga.

Logo nos primeiros anos de governo, Ramsés II levantou uma rede de fortificações próxima das fronteiras. Engolidas pelo tempo durante dois milênios, algumas dessas cidadelas estão voltando à luz. Em abril deste ano, arqueólogos americanos descobriram 11 fortalezas na península do Sinai, entre o Egito e a Palestina. Segundo o arqueólogo Peter Brand, da Universidade de Mênfis, no Egito, esses sítios estão provando que a intenção de Ramsés não era apenas a de se defender de invasões, mas proporcionar uma espécie de via militar por onde poderia deslocar de forma rápida e segura grandes contingentes de tropas. “As fortalezas contavam com poços de captação e canais de distribuição de água. Encontramos armazéns e vestígios de alimentos como cevada, rabanete, alho e carne de boi, antílope e gazela, além de favas de mel, tâmaras, figos, leite e vinho. E grande quantidade de estábulos, o que também indica o movimento de tropas no local”, afirma Brand.
Outro ponto forte da sanha conquistadora de Ramsés foi a profissionalização do exército. Segundo o historiador francês Pierre Monet, autor de O Egito no Tempo de Ramsés, o faraó foi o responsável pela criação de uma elite militar poderosa, sedenta por guerras, que não via a hora de pegar em armas. “Sob seu reinado, os militares passaram a ganhar como nunca, com os generais recebendo terras no Egito equivalentes ao território conquistado”, afirma Monet. “Com tal rede de fortificações e com soldados bem alimentados e muito bem pagos, era natural que Ramsés tivesse planos mais ambiciosos.”

A grande obra de Ramsés, talvez a maior – a nova capital do Egito, que ele batizou de Pi-Ramsés –, também é fruto dessa ambição. “Um guerreiro deveria estar mais próximo de seus exércitos, por isso Ramsés II mandou construir sua capital próximo ao delta do Nilo, quase na fronteira com a Palestina. Seu novo endereço, na porta de entrada (e, mais importante, de saída) dos cobiçados Líbano e Síria, passou a abrigar toda a corte egípcia e a nata de seus comandantes e generais, enquanto as outras três capitais oficiais existentes, Mênfis, Heliópolis e Tebas, continuaram exercendo o papel de centros políticos e religiosos”, diz Bernardette Menu.

As ruínas de Pi-Ramsés, descobertas no início dos anos 80, revelaram uma imagem mais precisa da fabulosa capital erguida por Ramsés II. A cidade toda decorada em azul-turquesa era muito rica, como relata um antigo papiro datado de cerca de 1200 a.C., assinado por um escriba chamado Pabasa: “A capital é extremamente próspera. Seus campos abundam com todo tipo de produto; seus canais são repletos de peixes e suas pradarias são de pastagens verdejantes”.

Após 15 anos de estudos sobre o conjunto de estruturas de Pi-Ramsés, entretanto, o que mais surpreendeu os arqueólogos foi a estrutura militar montada por seu governante. “Dentro dos muros da cidade havia um sofisticado complexo industrial especializado na produção de armas e carros de guerra. Não sabemos ainda qual era o tamanho do exército de Ramsés, mas agora temos certeza de que foi o maior da Antiguidade”, diz Brand. Segundo ele, artesãos, ferreiros, criadores de animais, todos eram empregados dessa indústria bélica. “Em Pi-Ramsés, eles faziam carros de batalha, leves e fáceis de manejar, além de lanças de cobre, espadas e dardos, armas fundamentais na guerra. É possível que também fossem fabricados barcos.”

Seu exército profissional e eficiente seguia uma rigorosa rotina. Primeiro, as tropas se reuniam nas planícies do delta do rio Nilo, perto de Pi-Ramsés, de onde saíam para suas conquistas. Sete ou oito colunas, com homens vestidos com túnicas de couro reforçadas com pequenas placas de metal, avançavam na linha de frente. Tocadores de clarins seguiam logo atrás. A música repetitiva dava o ritmo da marcha. Os carros puxados por cavalos, que levavam um condutor e um combatente, eram os últimos a passar. Embarcações eram utilizadas como apoio. As tropas se movimentavam por estradas litorâneas e os barcos acompanhavam os deslocamentos para abastecer os soldados de alimentos e bebidas, além de levar armamentos.


Senhor da guerra

Quando botava para funcionar essa azeitada máquina de guerra, Ramsés raramente era derrotado. Foi assim quando cruzou o Sinai e reconquistou Tiro, na costa do Mediterrâneo. Em seguida ocupou a região de Canaã e Amurru, expulsando os povos que habitavam o local. Confiantes, cerca de 30 mil soldados egípcios chegaram, em abril de 1274 a.C., à planície de Beirute, no Líbano. Um dos confrontos mais famosos do mundo antigo, a batalha de Qadesh, estava para começar. A cidade historicamente demarcava os limites entre os impérios egípcio e hitita, que ia do norte da palestina até a atual Turquia.

Foi ali que os dois mais poderosos exércitos daquela época se encontraram. Em menor número – eram cerca de 20 mil –, os hititas atacaram sem avisar (por incrível que pareça, as batalhas do mundo antigo tinham hora e local marcado para ocorrer), pegando os soldados de Ramsés de surpresa. A maioria fugiu. Aqui se revela uma outra face de Ramsés: o marqueteiro. A historiografia egípcia oficial conta que o grande herói em Qadesh foi Ramsés II, que teria lutado do alto de seu cavalo (pasmem!) sozinho contra 20 mil inimigos, voltando são e salvo para casa. É essa história que Ramsés mandou gravar em papiros, tabuletas e monumentos localizados no Vale dos Reis, em Pi-Ramsés e Luxor. “Certamente a batalha não aconteceu como ele conta. Mas o povo acreditou na sua versão, e Ramsés se tornou um deus vivo”, diz Julio Gralha, egiptólogo (historiador especializado no antigo Egito) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Hoje, escavações na região de Qadesh mostram uma realidade obviamente diferente. “O impasse durou 15 anos, consumiu recursos e vidas em escala inédita e, ainda assim, permaneceu o empate”, diz a egiptóloga Bernadette Menu. “Como não podia vencer, Ramsés II inovou e propôs o primeiro tratado de paz de que se tem notícia.” Assinado pelo próprio e pelo soberano hitita Hatusílis III, uma das cópias desse documento, na forma de uma tabuleta de prata, chegou aos dias de hoje. Encontrada em Pi-Ramsés, em 1998, ela está escrita em egípcio – mas o tratado original deve ter sido escrito em acadiano, a língua internacional da época. Segundo o acordo, o Egito concordava em suspender o cerco a Qadesh e devolver o território de Amurru. Em troca, teria legitimado seu direito sobre Ouipi, a região da atual Damasco (Síria), conquistada anos antes, e consolidado seu domínio sobre toda a Palestina, o litoral do Líbano e da Síria, além das províncias de Egom e Moab. “O tratado contém cláusulas de espantosa modernidade: promessa de paz, pacto de não-agressão, extradição de fugitivos e anistia para refugiados”, diz Bernardette. Em um gesto final de garantia da paz, Ramsés, que já possuía uma esposa egípcia, Nefertari, casou-se com a filha do rei hitita, Pudukhepa.

Com a paz estabelecida ao norte, Ramsés voltou suas forças para o sul, além das fronteiras com a Núbia (o atual Sudão). Habitado por um povo simples, mal organizado e desequipado, o país possuía extensas reservas de ouro que atraíam os faraós desde pelo menos 2000 a.C. Ramsés abriu novas áreas de extração e construiu fortificações para comportar um número cada vez maior de trabalhadores, aumentando a presença egípcia no país. Em 1259 a.C., a população se rebelou contra o governo local, aliado dos egípcios. Ramsés II conduziu pessoalmente uma batalha pela retomada da região do Irem, na última grande luta de seu reinado. Os relatos do próprio faraó indicam que a ação militar foi mais parecida com um massacre que com uma guerra. Os núbios praticamente não ofereceram resistência e lutavam apenas com arco e flecha e algumas espadas tomadas dos próprios egípcios.




Paz e prosperidade


Segundo Julio Gralha, as conquistas nos campos de batalha deram um senhor impulso à economia egípcia. “Depois dos militares, vinham os coletores de impostos”, diz Julio. Além dos tributos, Ramsés extrai o que pode das terras conquistadas. Do Líbano vem o cedro. Da Síria, o lápis-lazúli, metais e jóias finas. Da Núbia, o ouro. “Foi o período mais próspero do Egito”, diz Peter Brand, da Universidade de Mênfis.

Até o final de seu reinado de 67 anos, Ramsés usufruiu da paz (que durou cerca de 50 anos) e da grana que conquistou para construir um legado único no que se refere a construções e a documentação de suas obras. Ele cobriu o Egito e a Núbia de monumentos para o culto de seus deuses e de sua própria imagem. Concluiu o Templo de Karnak e ampliou o de Luxor. Ergueu em Deir al-Medinam, próximo a Luxor, o Ramesseum, seu templo funerário. Lá, criou um tipo de universidade, onde reuniu médicos, escribas, astrônomos, arquitetos, geólogos e artistas e construiu uma importante biblioteca. “O reinado de Ramsés II foi o mais bem documentado do antigo Egito e, de certa forma, é um símbolo da civilização egípcia tanto quanto as pirâmides. Ele é o pai do conceito de ‘obras farônicas’, que utilizamos hoje para caracterizar grandes construções realizadas por administradores que querem mostrar serviço”, diz Julio Gralha.

Após a morte de Ramsés II, o Egito nunca mais foi o mesmo. Seu filho Merenptah conseguiu manter as conquistas do pai e a paz nas fronteiras, mas depois de sua morte uma série de usurpações do trono enfraqueceram o poder do faraó. Pouco mais de 150 anos depois de Ramsés II morrer, o Egito experimentava um amargo declínio. Nem a tumba do mais poderoso faraó de todos os tempos escapou da decadência. Assaltada por ladrões menos de dois séculos após sua morte, sobrou dela apenas a múmia do soberano.

Mas seus feitos insuperáveis jamais foram esquecidos. Do historiador grego Heródoto, que visitou o Egito por volta do ano 450 a.C., aos relatos mais modernos, Ramsés II está em todos os documentos que retratam a história da humanidade, desde o Antigo Testamento até os dias de hoje. Os historiadores romanos Plínio e Tácito, por exemplo, falam sobre as incríveis campanhas de Ramsés no Líbano e na Síria. “O fascínio que Ramsés II exerce é tal que hoje, mais de 3 mil anos após sua mumificação, nos dedicamos a reviver seus feitos”, diz o historiador Peter Brand.



Egito eterno

Os traços de uma cultura que sobrevive há quase 5 mil anos

3900 a.C.
Primeiros povoamentos ao longo das margens do rio Nilo, com governantes locais. Os moradores fabricavam cerâmica, exploravam o ouro e criavam animais domésticos

3100 a.C.
O rei Menes une o norte e o sul do país, chamados de Alto e Baixo Egito, que até então eram reinos separados. Nessa época é inventada a escrita, com os hieróglifos

2950 a 2575 a.C.
Construção da capital Mênfis e da primeira pirâmide, em Saqqara. Os egípcios estabelecem contatos estreitos com os povos semitas, seus vizinhos

2600 a.C.
É a época das construções grandiosas. Por volta desse ano, é erguida a pirâmide de Gizé. Nesse período, as pirâmides e as tumbas passam a conter inscrições em hieróglifos

1347 a 1339 a.C.
O faraó Tutankamon governa o Egito até sua precoce morte aos 19 anos

1290 a 1223 a.C.
Reinado de Ramsés II, que governa por 67 anos e morre aos 90 anos de idade, na fase de maior prosperidade do Egito

525 a.C.
Os persas conquistam o Egito e o dominam até o ano 404 a.C.

332 a.C.
Mais uma vez o país é invadido, desta vez pelo macedônico Alexandre, o Grande. Alexandria se torna a nova capital do Egito. Após a morte de Alexandre, um de seus generais, Ptolomeu, passa a ser o novo governante, fundando uma dinastia que governa o Egito por 275 anos

51 a 30 a.C.
Durante seu reinado, Cleópatra, descendente de Ptolomeu, se intitula faraó, tentando retomar o aspecto divino do cargo. Ela governa graças a uma aliança com o ditador romano Júlio César, com quem tem um filho. Após a morte do amante, ela se une a Marco Antônio, um dos generais de César, contra Roma. Marco Antônio é derrotado por Otávio Augusto, Cleópatra comete suicídio e o Egito passa a ser uma província de Roma

30 a.C.
Sob os romanos, são criados conselhos locais no Egito administrados por egípcios. Quase toda a colheita de grãos vai para os romanos, sob a forma de tributo. O país também passa a ser o ponto central da vasta rota comercial romana

395
O Império Romano é dividido em dois: o do Oriente e o do Ocidente, que cairá 80 anos depois. O Egito passa a ser governado pelos bizantinos, a quem cabe a fatia oriental do antigo império

641
O país é invadido pelos muçulmanos e adere à religião de Maomé, que vigora até hoje

969
Fundada a cidade do Cairo, nova capital do Egito, pelos árabes. O país aumenta seu papel como intermediário no comércio entre os países do Mediterrâneo e a Índia, iniciado pelos romanos, e prospera. Cairo torna-se o mais importante centro cultural do mundo islâmico

1517
O Egito cai nas mãos do Império Otomano, maior força militar da época, que conquista também a Síria, mas não perde importância. Cairo é uma cidade tão próspera quanto as opulentas Bagdá e Istambul

1798
Os exércitos de Napoleão Bonaparte invadem o Egito. A principal batalha contra os egípcios-otomanos é travada aos pés da pirâmide de Gizé. Três anos depois, as tropas francesas são expulsas do país

1805
Muhammad Ali toma o poder no Egito. É o fim da dominação otomana no Egito

1822
O francês Jean Champollion decifra os hieróglifos ao estudar uma pedra gravada em 196 a.C. e encontrada pelo exército de Napoleão na cidade de Rosetta em 1799. Como a pedra continha inscrições em grego do mesmo texto escrito com hieróglifos, foi possível compreender o significado das antigas palavras da escrita criadapelos egípcios 5 mil anos antes

1869
Inaugurado o canal de Suez, uma das maiores obras da engenharia mundial, construído para ligar o Mediterrâneo ao mar Vermelho. O canal é uma das maiores vias navais de comércio do mundo. Tem 55 quilômetros de largura e 163 de comprimento

1882
A Grã-Bretanha ocupa o Egito para impedir um golpe de Estado nacionalista. O país passa a fazer parte do Império Britânico

1922
O Egito proclama a independência e adota a monarquia. No mesmo ano, o arqueólogo inglês Howard Carter e sua equipe encontram no Vale dos Reis a tumba de Tutankamon, milagrosamente intacta

1952
Um golpe de Estado contra o rei Farouk leva ao poder o coronel Gamal Abdel Nasser

1967
Durante a Guerra dos Seis Dias, o Egito perde a península do Sinai e a Faixa de Gaza. Em 1973, Egito e Síria atacam Israel para tentar recuperar os territórios perdidos, mas são derrotados

Armado e perigoso

Em cerca de 20 anos de reinado Ramsés II lutou para recuperar a grandeza de seu império. Suas conquistas traçaram as fronteiras do apogeu do Egito

1. Delta do nilo
No ano 2 do governo do Ramsés II, ele repele uma invasão dos chamados povos do mar, formados por etnias do Mediterrâneo, além de líbios e sírios, que habitavam as ilhas do Delta e constantemente ameaçavam invadir o continente. É travado um combate naval facilmente vencido pelo Egito

2. Tiro e biblos
O faraó conduz sua primeira campanha à Síria no ano 4 de seu reinado. A incursão tem o propósito de confirmar sua dominação em Canaã, Tiro e Biblos, que estavam se rebelando contra o Egito

3. Qadesh
No quinto ano sob o comando de Ramsés II, o exército egípcio segue rumo à Síria, para a conquista da cidade de Qadesh, onde ocorre a batalha mais famosa do mundo antigo. Ela dá origem ao primeiro tratado de paz da humanidade

4. Edom e moab
No oitavo ano de seu governo, Ramsés II avança sobre as regiões de Edom e Moab, na atual Jordânia, passando pela Galiléia, e as conquista. Um ano depois, ele domina o norte da Síria

5. Irem
A última batalha do reinado de Ramsés II acontece em 1299 a.C., quando reprime uma revolta na Núbia (atual Sudão), região rica em ouro

Por dentro da egiptomania

Tudo começou com Napoleão (leia quadro na página 28): esfinges, obeliscos e pirâmides se espalharam pela Europa e depois por todo o mundo. Nos anos 50 virou ciência, a egiptomania criada pelo inglês Nicolaus Pevsner. “Trata-se do estudo das causas e efeitos do gosto por tudo que vem do Egito, além da utilização no mundo moderno de invenções egípcias na arquitetura, na decoração e nas artes”, diz o francês Jean-Marcel Humbert, doutor em egiptomania pela Sorbonne e inspetor dos museus no Ministério da Cultura da França.“A egiptomania sempre teve uma conexão profunda com cada época, misturando-se e, por isso, mantendo-se viva até hoje, ao contrário de outras culturas antigas”, afirma Humbert. Para Margaret Bakos, historiadora da PUC de Porto Alegre, autora de Egiptomania, o Egito no Brasil, há outro fator que explica esse fascínio: a eternidade. Os egípcios acreditavam na vida após a morte, que é o mais profundo desejo do ser humano, e eternizaram essa crença em monumentos que estão de pé até hoje. Gostar das pirâmides e colecionar tumbas de mentira é uma maneira de compartilhar esse desejo pela vida eterna”, diz.
Saiba mais


História contada - Dica de Leitura



Ramsés, escrita por Christian Jacq e lançada em 1995, é uma série de livros organizados em 5 volumes e que retratam, com caracteres biográficos e fictícios, a vida do Faraó Ramsés II, além dos costumes de vida dos egípcios desta época. A série foi publicada em 29 países e vendeu mais de 12 milhões de exemplares.
Descrição

Christian Jacq, renomado egiptólogo, retrata com uma linguagem rica e informações baseadas em suas pesquisas a vida de um dos mais conhecidos faraós do Egito. Ele nos remete à aproximadamente 1.200 a.C. descrevendo com precisão de detalhes os alimentos, a higiene, a religião, a burocracia, os remédios e tudo mais relacionado com a vida egípcia da XIX dinastia egípcia.

O 1º volume, Ramsés - O filho da luz, relata a vida de Ramsés desde sua infância, passando pelos ensinamentos de seu pai, Seti I, o casamento com Nefertari e termina com a morte de seu pai.

O 2º volume , Ramsés - O templo de milhões de anos, relata a posse de Ramsés, a construção da capital de Pi-ramsés pelos hebreus, do seu templo Ramesseum e as inúmeras tentativas de Chenar, irmão de Ramsés, de destroná-lo e tornar-se faraó.

O 3º volume, Ramsés - A batalha de Kadesh, conta a batalha de Ramsés contra os hititas e a fuga de Moisés do Egito.

O 4º volume, Ramsés - A dama de Abu-Simbel, conta a tentativa de Ramsés em estabelecer um tratado de paz com os hititas, o êxodo hebreu, a construção do templo de abu-simbel.

O 5º e último volume, Ramsés - Sob a acácia do ocidente, conta o casamento de Ramsés com a filha do rei Hitita, a tentativa de revoltosos líbios de invadir o Egito, e termina com a morte de Ramsés aos 89 anos.
Informações

Editora: Bertand Brasil

Curiosidades

Apesar de Moisés(personagem bíblico) ser citado na série,viveu cerca de 1592 a.C. - 1472 a.C enquanto Ramsés reinou entre 1279 a.C. e 1213 a.C. ,portanto Ramsés não viveu na época de Moisés;além do mais o faraó citado no livro Êxodo pereceu no mar e jamais foi encontrado,enquanto a múmia de Ramsés foi encontrada em 1881 no Vale dos Reis.

FONTE: http://estudantesdorn.blogspot.com.br/2013/01/ramses-ii-historia.html?m=1

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