quinta-feira, 9 de julho de 2015

RECORDAÇÕES DE UMA VIDA ANTIGA

Vista de uma Cidade Antiga na Mesopotâmia


Esta é a história de uma princesa, filha de um grande governante de uma terra longinqua. Cresceu sob todos os cuidados, princípios religiosos, éticos e morais da época. Dotada e voltada para ideais iluminados, a pequena princesa era tida como frágil e incapaz de governar diante de uma guerra. Vivia cheia de sonhos e jamais poderia imaginar o que se escondia por trás de sua história, nos seus poucos anos de vida.

Nascida sob os domínios de um pais autocrático, numa religião politeísta, cujos deuses eram amados e idolatrados. Naquele instante a chama da verdade se aproximava de seus aposentos.

O rei, possuía um servo fiel e politicamente poderoso, que ostentava um titulo onde poderia substituir o rei em sua ausência, sendo também seu porta voz diante das divindades.

Detentor de conhecimentos ocultos, alquímicos, avançados para a época, podia conversar com as deidades locais.

Em estado de transe profundo, o jovem médico espiritual do rei, realizava rituais nada iluminados em busca de poder, riqueza e do mais alto título da nobreza. Queria perpetuar sua espécie, atraves da continuidade de seu nome.

A garotinha cresceu sem saber a sua verdadeira origem e sem desconfiar de seu destino. Sua mãe, serva do rei, era uma sacerdotisa de Baal, da escuridão e das trevas, cujo objetivo era roubar a alma de seus seguidores para o submundo. Em troca consedia-lhes em vida, desejos - quaisquer fossem. tanto o sacerdote do rei considerado seu fiel servo, quanto a sacerdotisa do deus negro Baal, tramavam algo para obter o poder.

A mulher, em servidão e obediência ao seu senhor, em sacrifício fez um juramento, de que o primeiro filho que tivesse com o rei seria de Baal - o demônio das trevas. Não demorou muito para os planos ocorrerem conforme o planejado. A mulher, engravida do rei e durante a gestação num ritual, doa seu filho como servo do deus da escuridão. Deveria aguardar seu nascimento para que tudo se concretizasse.

A criança teria fama, luxo, riqueza desde o nascimento. Tudo o que quisesse, seria manifestado.
Foi feito um ritual com palavras mágicas e a alma daquele bebê, que se formava no ventre materno estava prometida a Baal.

Quando do nascimento do bebê, momento de alegria para o rei, nasce uma menina linda. Porém um surpresa se fez naquele momento, não era apenas uma menina, mas duas. Gêmeas, idênticas.


Apenas uma seria dada ao rei seu pai.
Neste momento surgiu perante a mãe uma grande dúvida. Qual delas fora prometida ao deus trevososo? A escolha foi feita. A mãe teve que se afastar, levando uma das meninas. Enquanto uma teria uma vida de riquesas, a outra viveria nos arredores do reino, porem comoserva, em meio a plebe.

A filha que ficou com rei, foi criada sob todos os cuidados. Iniciada nos mistérios dos templos. Conhecedora e seguidora das divindades da época, virgem e devota do deus ave, do olho que tudo vê.

A outra filha, sabia de sua semelhança com a filha do rei, estava sendo criada e treinada para tirar seu lugar na hora certa. Observava os modos, os gestos da outra moça. Ouvia os cânticos de luz, sentia a energia que fluía daquele ser e dentro de si uma repulsa surgia cada vez maior. A energia que fluía daquela princesa de luz, vibrava numa frequencia superior.

A media que ambas iam crecendo, embora cada uma sendo educada de froma diferente e longe uma da outra, seus treinamentos se intensificavam, mas de formas opostas.

O sacerdote do rei, insatisfeito com a limitação de seus poderes no reino, queria mais, e não via na princesa escolhida a serva que havia dado com a mãe em servidão a Baal, para que assumisse o trono e o tornasse pleno de poderes. Entendeu assim, quando ela tinha 14 anos de idade que fora dada a menina errada ao rei.

Intensificou o treinamento da outra irmã. A irmã tronada era observada em detalhes, em tudo o que fazia. Tudo estava sendo arquitetato, planejado as escondidas.

Nas festas, ao lado da esposa-real (mulher do rei) a princesa acompanhava tudo de perto, mas também era acompanhada de perto pelos seus observadores. Estava prometida a ser rainha, esposa de seu pai, quando a esposa-real - que não era sua verdadeira mãe, falecesse, ja que se sabia que era acometida de uma doença que logo a levaria da vida.

Assim que subisse ao trono, o sumo sacerdote seria seu conselheiro real, responsável por passar todo o conhecimento da vida e pós-vida àquela jovem neófita.

Porém, o que se observava era que os popósitos daquela jovem mulher princesa, não se afinizavam com os propósitos mesquinhos do sumo-sacerdote. Ela não vibrava na mesma frequência energética que ele. E para ele isso poderia colocar todos seus planos a perder. Seria seu fim. Era extremamente perigoso mantê-la no poder. Com ela assumindo o cargo de matriarca ao lado do rei - seu pai - ele poderia ser destituído de todos os seus poderes. A princesa era dotada de dons essenciais a uma alta-sacerdotisa, treinada e capacitada a ver muito além da materialidade. O Sumo-Sacerdote sabia disso.E sabia que a princesa sentia algo de errado em sua conduta, e notara sua pouca luz. Totalmente contra os princípios que ele mesmo impunha a seus seguidores e discípulos.

A pequena princesa via nele uma nuvem escura que o perseguia onde quer que ele fosse.

O Sumo-sacerdote com semblante fechado resolveu e tramou um plano que seria infalível e indetectável. Trocar as irmãs.

O treinamento na outra irmã já estava sendo feito. Os hábitos da princesa tronada estavam sendo cuidadosamente analisados. Desde seu comportamento atencioso e amoroso com o pai, até a maneira delicada de falar com as outras sacerdotisas. Nada poderia passar despercebido aos olhos atentos de sua irmã gêmea serva de Baal. A princesa excluída, só tinha um pensamento: nunca mais viver na exclusão, na rejeição. Porém a escuridão a perseguia onde quer que fosse, como uma maldição imposta desde antes de seu nascimento e algo assim não dura apenas uma única vida....até que se quebre o ciclo.


A princesa excluída, queria seu lugar de volta e o reconhecimento como esposa-real. Naquela época, quando a esposa do rei morria, automaticamente a primogênita se tornava a esposa real. Na falta da mesma, a próxima filha é quem assumia o cargo. Assim também eram com os homens e seus sucessores. Na ausência de descendentes o cargo passava a outro da família. Era hábito manter o sangue puro, casamentos consanguíneos entre entes da mesma família em primeiro grau. Quando assumia cargos de liderança, a mulher era muito valorizada, respeitada em seu cargo político e religioso. Homens e Mulheres se mantinham em igualdade.

A mãe das gêmeas, também era uma sacerdotisa, uma das esposas do Rei. O que também era muito comum era o governante ter várias esposas, pois sua religião permitia o poligamismo.

A princesa real, era devota do seu ave, uma das divindades mais cultuadas em sua época. Possuia longos cabelos pretos cheios de prequenas tranças, com diversos adornos em dourado. Roupas de um tecido semelhante ao puro linho, frisado que marcava sua cintura. Sandálias também fazia parte de seu vestuário. Em diversas ocasiões a roupa lhe cobria apenas da cintura para baixo mantenho sua silhueta seminua - o que também era habito local devido as intensas temperaturas da região.

A esposa real não estava bem de saúde, algo estava sendo colocado em sua alimentação para que enfraquecesse aos poucos.

Num determinado dia, a princesa real, saindo como de hábito do tempo do deus ave, ela é encaminhada a outra parte do tempo, uma espécie de câmara, onde é informada fazer parte de seu ritual iniciático. Seria uma cerimônia. Uma sacerdotisa desconhecida pela princesa a deixa sobre um local de pedra, semelhante a mármore, acordada e consciente. A guardiã a induz a tomar um liquido, lhe dizendo fazer parte da cerimônia para a tomada do poder para que ela se tornasse a representante da divindade.


Através de uma espécie de concha a princesa ergue a cabeça e toma o liquido. O líquido semelhante ao ópio continha substâncias com propriedades extra-sensoriais que iam muito além do plano físico e melindrosamente arquitetado com um fim nada iluminado.

Ao tocar seu lábios a substância logo começou a fazer seu efeito. A menina entrou num estado de catalepsia. Seu coração desacelreou a tal ponto a parecer que ela estava morta, mas ela podia ver, ouvir e sentir tudo. o que acontecia com seu corpo e ao redor, pore´m nao conseguia se mover. Aliás, nenhum músculo de seu corpo respondia mais...

Naquele momento entrou em pânico. O que estava contecendo? Fazia parte da cerimônia? Quanto tempo duraria aquele estado? O que viria a seguir?

Mas o que viria a seguir era justamente o que ela jamais esqueceria e levaria por vidas e vidas depois de seu tempo...

Seus olhos estavam semi cerrados, mas ela conseguia ainda ver algo ali, naquela sala cerimonial... logo o pânico que sentira a princípio de trasformava em terror quando avistou a sua frente uma outra moça, a sua imagem e semelhança. vestida com suas roupas e adereços. Dentro de si, a princesa inerte perguntava incessantemente: O que estava acontecendo? Quem era aquela moça igual a ela... foi quando como que lendo seus pensamentos a a irmã da princesa lhe disse chegando bem próximo de seu rosto com ar indiferente dizendo com uma voz inesquecível: Isso mesmo, agora eu sou você!

O terror da princesa aumentou, pois naquele momento nada fazia sentido. Porque aquilo estava acontecendo? E logo lhe veio a resposta por meio de uma voz feminina dentro da sala: - Seus propósitos são muito iluminados para os planos que temos para o reino. E se o rei se opuser a nova lei, os dias dele serão tão abreviados quanto os seus e sua esposa.

Logo a princesa percebeu que tudo era um plano. A rainha também estava sendo arrancada de sua vida aos poucos. A princesa usurpadora simplesmente saiu do recinto, assumindo a personalidade da irmã traída.

Obsecados em compreender de onde vinha a sabedoria da pequena princesa real e levados por propósitos abomináveis de poder absoluto, pelo desejo do conhecimento alquímico e quântico, a compreensão do funcionamento da anatomia humana principalmente o cérebro e suas particularidades, engajaram naquele momento num ritual para poder usurpar da princesa também seus poderes compreendidos por eles como extra-físicos.

A princesa, desde pequena mostrara sinais de que tinha sido escolhida pelos deuses. Materializar objetos, abrir portais dimensionais, telepatia aguçada com seres físicos e não físicos. Sua habilidade de conversar com os deuses era algo sobre-humano e desejado. Ali naquela câmara a princesa seria usada como experiência para a descoberta de como funcionava seus poderes e e sua obtenção e leva-lo para a outra vida.

E foi feito.

Aprisionaram sua alma em seu corpo e não a deixariam escapar através de encantamentos que os antigos usavam em suas seitas obscuras. O que se segue agora é a descrição de um ritual, uma recordação vivida de como tudo foi feito.

A jovem princesa inerte foi levada a se deitar num outro ambiente e deitada sobre uma superficie de pedra e frio. Seu corpo foi despido e lavado co perfumes e logo ela percebeu que estava participando por um ritual comum... a mumificação e que aquela era uma câmara mortuária.

O corpo quente, quase sem batimentos não a isentava das dores terríveis que se seguiriam a seguir. Murmuravam palavras do livro dos mortos, e la ainda que de olhos fechados viu um portal se abrir e dele sai seres malignos e deformados que ficariam a espreita observando a hora de agir. Como se fossem guardiões escuros e sombrios.

O ritual seguia. A princesa entendeu o que estava para acontecer. Ainda de olhos fechados podia sentir tudo o que estava acontecendo com seu corpo. A jovem princesa seria mumificada... VIVA.

O objetivo era manter seu corpo vivo e mant~e-la com o sangue quente equanto lentamente seu corpo era levado á morte. mas por quê?

era uma crença. Aos poucos a mulher realizava o ritual de mumificação. Órgãos eram retirados. A jovem princesa podia sentir tudo e mesmo depois de exalar seu ultimo suspiro, continuava ali, deitada sobre seu corpo já falecido, porém presa dentro daquela casca humana ja morta. Suas víceras foram colocadas em pequenos potes e e viu colocarem um tipo de ferro e retirar a massa encefalica atraves da cavidade nasal.

Logo se viu em outro ambiente, presa ao seu corpo, ja enfaixado e mumificado. Continuava se sentindo inerte, era como se o efeito da substância nunca passasse e ela sentia que não podia se mexer ainda. As dores continuavam como ferroadas e nunca cessavam. O pânico não findava. O ambiente era escuro. Sons e vultos de seres dos mais variados generos e com deformidades tomavam conta dela ali deitada. Apenas um feixe de luz iluminava de forma deficiente o ambiente, o suficiente para notar ao redor que era feito todo de grandes blocos, e que fora lacrado por fora. também era possivel perceber a atmosfera sombria a qual seu espírito estava preso por conta do ritual a que a submeteram.

Os seres tomavam conta de seu corpo para que ela não escapasse e para que suas suplicas nao fossem ouvidas. Guardiões de Almas. A sensação de paralisia adormecera com ela por milênios até a retomada de seu poder quando enfim a lembrança retornaria. A traição jamais seria esquecida.

Do outro lado da moeda, a princesa usurpadora por um tempo conseguiu enganar o rei. A rainha definhou antes do tempo ja esperado, tornando a princesa usurpadora, a esposa real, então rainha.

O rei, logo notou que aquela nao era a filha que vira crescer e a quem acompanhava o desenvolvimento espiritual. O rei olhava para aquela moça e nao via mais sua alma. Em pouco tempo teve também sua vida ceifada pela propria filha - ainda que legítima, de personalidade deformada. A então rainha, seduziu-o com um golpe certeiro de punhal acertou sua jugular. O rei apenas teve tempo de perguntar: Quem é você? Por quê...? Um silêncio sufocante se fez.

O final da história.... o reino estava passando por uma derrocada, povos de outras tribos planejavam assumir o poder. E aquela moça fora criada para assumir o poder juntamente ao lado de seu criador, o até então sumo sacerdote, aliado aos povos inimigos. A queda do rei morto por alguém de sua confiança, a traição vil e sem justificativa, desencadeou uma guerra interna, as tribos contra o império do outro lado do rio que cercava a região foram determinantes para uma grande revolução histórica que se seguiu. Uma revolução político-religiosa.

O rei e tudo que lembrava seus feitos e nomes foram destruidos e sobre as suas construções monumentais derrubadas foram construidos novos monumentos em homenagem ao novo rei. Seu corpo desapareceu no subterrâneo dos templos assim como o de sua princesa amada virando areia e pó sob as novas construções. Sua história pouco se sabe permanecendo muito dela oculta sob os escombros daquela velha cidade, sobre a qual foi erguido um novo império, com sucessores vindos do noroeste aliados áqueles que abriram os portões da cidade.

A rainha usurpadora e o sacerdote assumiram plenos poderes politicos e religiosos cujos propósitos duvidosos também não demorariam para cair por terra. Não há mal que dure para sempre...Ainda hoje existem escrituras sobre este imperio derubado por conta da traição. Mas o que se conta nas escrituras que vemos não é bem a história real... muita coisa foi deturpada.

Esta não é uma simples história, é uma recordação de uma dor que foi curada milênios depois. Várias almas foram ascencionadas e libertas e levadas para a luz. Perdoadas as criaturas em aprendizado e libertadas para sua evolução.

NÃO EXISTE UM FIM,
APENAS RECOMEÇOS.

Eu Sou Gisele Santos da Silva

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